domingo, 27 de janeiro de 2013


'A tragédia podia ser evitada'; 'Uma saída? Que absurdo!'; 'Quem solta um sinalizador em um lugar fechado?' 'Os seguranças ficaram prendendo os jovens para pagarem a comanda'
A famosa mania que temos de tentar colocar a culpa em alguém. Há culpados? Sim, eles existem! Mas também não podemos nos focar em achar um ponto fixo para descarregar. Mesmo porque nada, nenhuma atitude, vai devolver a essas pessoas a vida de seus familiares, amigos, etc.
Por filosofias próprias acredito que tudo na vida tem sua hora, sem querer abrir nenhum juízo de valores ou pensamentos. Mas mesmo pensando desta forma - talvez uma defesa para 'engolir' de forma menos dolorosa a morte, mas isso também não vem ao caso – me atrevo a dizer que “””entendo””” ,com muitas aspas, o ocorrido.  Independente da defesa, religião, filosofia adotados, é notório o status brasileiro. Nosso país é atrasado; Não digo em relação à economia, educação ou até mesmo a política, o Brasil precisa crescer, ter mais responsabilidades, virar adulto!
Constantemente nos adequamos as situações depois que eles ocorrem, semre após as mortes, vide as tragédias de Xerém e da serra fluminense; as milhões de mortes nas favelas. Aí aparecem as pós-soluções: UPPs, sirenes que alertam das chuvas, policiamento, casas novas para o que sobrou das famílias, dentre outros.
Está na hora de nosso país se preocupar menos com as festas, com o carnaval, com as mulatas e com o nosso famoso futebol. É Brasil, estamos ficando famosos  pelos desastres. Acho que nossa fase de “se queimar no fogão para saber que é quente” já devia ter passado. O absurdo da ‘casa de show sem saída de emergência’ não é tão absurdo pra quem faz parte desse universo, e  talvez não seja o mais preocupante das milhões de casas dentro do país. Mas então é isso, vamos no ‘brazilian way’ tentando a sorte, vamos descobrindo o que tem de se fazer com o tempo, e pelo jeito com as pessoas.
        
    
Dentro de meus pensamentos e adequações religiosas ou não, peço que o conforto chegue, mesmo que devagar, na medida do possível, às famílias atingidas. Muita força Santa Maria!!

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