terça-feira, 21 de agosto de 2012


Só falta falar, não mais!

Celulares, I-pads, touchs, phones, câmeras, Tvs 3D, inteligentes que reconhecem o rosto de seu dono. Estamos vivendo na época futurista idealizada por nossos bisavós, avós, e até mesmo, por nossos pais. Se pararmos pra pensar, realmente é de difícil aceitação, por esses mais velhos, essas novas tecnologias, e que tecnologias empregadas por nós hoje em dia.
Nos dias atuais, não se precisa mais de correios, jornal, maquinas fotográficas, e nem mesmo dinheiro, tudo está digitalizado. Fazer compras, nunca foi tão fácil. Ligar o computador, ou por meio dos Smart Phones, entrar em um site de compra, cadastrar-se e, em poucos segundos compra-se quase tudo.




Os artigos arcaicos utilizados pelos mais velhos, estão cada vez mais inutilizáveis e ultrapassados. Quem, numa faixa etária de 10 a 20 anos saberia o que é um mimeógrafo? E, conseguiriam entender que talvez esse aparelho de nome esquisito fosse o avô das tão utilizadas impressoras? E pra onde isso pode ir? Os lápis e canetas já estão sendo substituídos pelos computadores, os livros pelos E-book, as compras de supermercado por compras on-lines.
(Esse é o tal do mimeógrafo, o desenho, texto a ser copiado, era totalmente coberto com uma caneta tipo tinteiro e, após isso, colocava-se álcool numa espécie de esponja em cima do aparelho. Depois de todo esse processo, as folhas limpas passavam pelo texto coberto junto com o álcool e eram, literalmente sujas pela caneta, assim, eram marcados no papel branco).


Meu avô mesmo sempre dizia:
“eu nunca fui ensinado a usar calculadora, tanto é que hoje, pra mim, é mais fácil fazer as contas de mão do que usar essa vergonha” e completava: “isso devia ser proibido nas escolas”. E eu, hoje em dia, concordo, quem nunca usou uma escondidinho embaixo da mesa?

Não escrevo isso criticando os usuários dessa rede cada vez mais mundial, e sim como uma autocrítica, ou como eu tinha escrito “auto-crítica” e fui corrigido pelo computador, que mais do que todos nós, já está a par do Acordo Ortográfico, até porque, escrevo esse texto usando meu “notebook " que, aparentemente, já é um artigo de necessidade, já tendo substituído, quase que completamente, o uso dos antes endeusados “desktops”.
E não tem nem como falarmos, novamente como nossos pais diziam: “isso é coisa de rico”, esses artigos já estão arraigados, e cada vez mais fundo, em todas as classes sociais. Por exemplo, é sorte pegar um ônibus e não encontrar alguma pessoa querendo compartilhar o gosto musical com os outros passageiros, isso prova que além das classes mais altas, os celulares, falantes, cantantes, etc, etc etc, também fazem parte das classes C e D.
Culpados são os japoneses por fazerem tudo pra facilitar a vida? Não, culpados somos nós que estamos deixando o computador ocupar o lugar do nosso cérebro, nossa comunicação, nossa escrita. Pensando por nós, agindo por nós. E hoje, a “extraterrestre” frase:  “só falta falar” já não é tão estranha assim, pelo contrário, muito mais comum do que pensamos.
vire a direita, vire a esquerda a 100 metros, muito bem, você chegou ao seu destino”
Substituiremos a frase por “só falta andar”? Também não, os japoneses,  já criaram uma espécie de robô-empregada que limpa sua casa, por comandos falados.

(Um novo robô dona-de-casa, ou empregada doméstica, foi criado no Japão, capaz de executar tarefas aborrecidas como enxaguar pratos na pia antes de os colocar arrumadinhos na máquina de lavar pratos e fazê-la funcionar.)



 Hoje, em 2012, podemos pensar que tudo isso o que temos é alta tecnologia, nos sentirmos os “conectados”. Mas até que ponto essa conectividade isoladora vai chegar? Talvez ao ponto de diminuir mais ainda as relações entre as pessoas? Agora, só esperando pra ver.
Se alguém tiver a resposta, me manda um e-mail, até porque carta não rola!

Fernando Loureiro.

                         

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